Seguro Saúde e a Caixa

A Caixa Econômica Federal anunciou que deverá atuar no segmento de seguro saúde ainda este ano.

Segundo O Globo em 19/04/2010, a opção será a de seguir as demais seguradoras, atuando somente no segmento de planos empresariais.

Interessante a postura deste banco estatal, deixando de fora as pessoas físicas que são aquelas protegidas pela legislação federal em vigor e com regulação pela ANS – Agência Nacional de Saúde.

Os planos empresariais podem sofrer reajustes baseados na utilização dos planos pelas empresas contratantes ou até pela carteira como um todo. A Unimed Seguros, por exemplo, informou que deve reajustar seus planos empresariais em 9% (Seguro em Pauta), muito acima da inflação oficial.

Operadoras competentes como a Amil, Omint e Intermédica entre outras, algumas com histórico de incorporação recente de outras operadoras, comercializam planos particulares e obtém resultados positivos com isto, ou não operariam mais neste segmento.

Mas é fato que o mercado de planos individuais perde opções a cada ano, e com o reforço de seguradoras ligadas a bancos estatais as opções para as famílias são cada vez menores.

E a ANS que é fraca na sua atuação, permite e reforça que seguradoras não interessadas na atuação junto a pessoas físicas, criem e mantenham planos associativos que não contam com a sua inteira proteção.

A Caixa Econômica Federal não é uma instituição interessada em manter um bom serviço para a população em geral, e quem precisou um dia retirar seu saldo no FGTS sabe do que estou falando. Vamos ver o que pretende agora.

Vale mesmo a pena mudar um plano familiar para empresarial?

Muitos microempresários estão alterando seus planos de saúde familiares por planos empresariais (PME) visando economia, já que esta troca pode implicar numa redução de até 30% nos valores pagos mensalmente.

Ocorre que os planos empresariais tem mecanismos de reajustes diferenciados, não sendo regulados pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Embora haja uma vantagem inicial inquestionável, os planos empresariais estão sujeitos a reajustes por sinistralidade, ou seja, pela utilização, e uma simples cirurgia em um indivíduo num plano com 4 pessoas pode inviabilizar o contrato e obrigar sua familia a procurar um plano familiar novamente, só que aí com pré-existências que podem prejudicar esta nova contratação.

Mas então não há vantagens na troca?

Pode haver sim. Pode ser a oportunidade de oferecer um plano a seus funcionários e, aumentando a população atendida, reduzir o risco. E mesmo que o funcionário assuma 100% do valor da mensalidade, ainda assim será vantajoso à ele em relação aos planos individuais.

Por isso a contratação de um plano de saúde deve ser bem avaliada, com o apoio de um consultor especializado, que pode ajudar a encontrar a melhor solução para a sua familia ou empresa.